Zambézia: filha do governador Pio Matos acusada em processo sobre alegado desvio de 10 milhões de meticais
O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção da Zambézia terá deduzido acusação definitiva contra Marla Matos, filha do governador da Zambézia, Pio Matos, num processo relacionado com a aplicação de cerca de 10 milhões de meticais destinados à aquisição de uma embarcação.

A informação é avançada pela Carta de Moçambique, segundo a qual o processo envolve alegações relacionadas com a contratação e aquisição de uma embarcação que deveria reforçar o transporte marítimo entre Quelimane e Inhassunge.
Empresa recebeu cerca de 10 milhões de meticais
De acordo com a publicação, Marla Matos é accionista da empresa OK Corporation, que terá recebido o valor através da Direcção Provincial de Transportes e Comunicações, no âmbito de uma adjudicação realizada sem concurso público.
O contrato previa a aquisição de uma embarcação com capacidade para 45 passageiros, além da possibilidade de transportar carga entre Quelimane e Inhassunge.
Entretanto, segundo as informações divulgadas pela Carta de Moçambique, a embarcação que terá sido entregue apresenta capacidade para apenas 20 passageiros e características consideradas mais próximas de uma embarcação destinada ao turismo do que ao transporte regular de passageiros e carga.
Cinco arguidos respondem no processo
Além de Marla Matos, o processo envolve outros quatro arguidos, que respondem por alegados crimes de peculato e abuso de cargo.
A defesa dos arguidos terá solicitado a realização de uma audiência preliminar, com o objectivo de permitir a realização de diligências complementares antes do prosseguimento do processo.
O caso tornou-se público em 2022 e, desde então, tem levantado questões relacionadas com os procedimentos adoptados na contratação, adjudicação e execução do negócio.
Processo ainda está em curso
É importante destacar que a dedução de uma acusação não significa, por si só, que os arguidos tenham sido condenados. As alegações apresentadas pelo Ministério Público ou pelo órgão de investigação deverão ser apreciadas pelas autoridades judiciais competentes, cabendo à Justiça determinar a eventual responsabilidade criminal dos envolvidos.
O processo continua, assim, sob tramitação judicial, enquanto a defesa procura apresentar os seus argumentos e requerer diligências consideradas necessárias para o esclarecimento dos factos.
Redacção: Folhaverde Magazine
Fonte: Carta de Moçambique



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